Apresentação da segunda edição de obra sobre os Caminhos de Santiago reforçou o compromisso do Município com a valorização e recuperação de um percurso histórico que atravessa o concelho
A história dos antigos Caminhos de Santiago voltou ontem a ganhar destaque em Vieira do Minho, com a apresentação da segunda edição, revista e atualizada, da obra Variante do Caminho de Torres ao Caminho da Geira e dos Arrieiros, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A sessão reuniu autores, convidados e representantes institucionais em torno da importância de preservar a memória de um percurso que integra a história do território vieirense.
Da autoria de Alberto Francisco Gonçalves Vilela e Luís Miguel Sampaio, a publicação resulta de um trabalho de investigação dedicado à identificação e valorização dos antigos percursos de peregrinação a Santiago de Compostela, trazendo para o conhecimento público referências históricas que ajudam a compreender a importância destes caminhos enquanto vias de passagem, encontro e ligação entre comunidades.
A apresentação contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, de D. José Cordeiro, Arcebispo de Braga e autor do prefácio da obra, dos autores Alberto Vilela e Luís Miguel Sampaio e de Pedro Gil Vasconcelos, jornalista da RTP. Alberto Vilela conduziu a sessão, que teve Luís Miguel Sampaio como moderador e contou com intervenções centradas na dimensão histórica, cultural e espiritual dos caminhos de peregrinação.
Para Vieira do Minho, a iniciativa assumiu particular significado pela ligação do concelho a este percurso histórico e pela vontade do Município em recuperar e voltar a dar vida a este património.
Na intervenção de encerramento, o Presidente da Câmara Municipal, Filipe de Oliveira, sublinhou precisamente essa ambição, defendendo que a recuperação de um caminho histórico vai muito além da reabilitação de um percurso. «Significa recuperar uma história. Significa preservar património. Significa valorizar a identidade do território», afirmou.
O autarca destacou ainda que a recuperação deste itinerário poderá aproximar diferentes áreas de valorização do concelho, nomeadamente a cultura, o património e o turismo, permitindo que quem visita Vieira do Minho tenha também a possibilidade de conhecer o território através dos seus caminhos históricos.
Filipe de Oliveira reafirmou, neste contexto, o compromisso do Município em trabalhar para que o percurso deixe de ser apenas uma referência documental e passe, progressivamente, a integrar a experiência de quem percorre o concelho.
«Um caminho só ganha verdadeiramente sentido quando volta a ser percorrido», afirmou o Presidente da Câmara, apontando a apresentação desta obra como um novo ponto de partida para dar visibilidade ao percurso e criar condições para a sua recuperação e futura utilização.
A sessão constituiu, assim, um momento de valorização da investigação desenvolvida pelos autores e, simultaneamente, uma oportunidade para reforçar a importância de preservar e projetar no futuro um património que faz parte da história de Vieira do Minho.
Mais do que recordar um caminho do passado, o Município pretende contribuir para que este possa voltar a ser conhecido, percorrido e vivido, aproximando a memória histórica das novas gerações e de todos aqueles que procuram nos caminhos de Santiago uma experiência de cultura, património, natureza e espiritualidade.